quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Para Reflexão

Tecnologia na sala de aula


10-Mai-2010
Carteiras com teclado, telas sensíveis ao toque e conteúdo em 3D. As escolas chegaram ao século XXI

Verônica Mambrini - ISTO É

Nada é mais tradicional do que a aula "cuspe e giz", aquela que só depende da fala do professor para se concretizar. Mas a tecnologia está fornecendo cada vez mais recursos para turbinar o que acontece na escola e deixar o dia a dia dessa geração de crianças tão digitais mais próximo de sua realidade. Aliados poderosos, como a projeção tridimensional, facilitam o ensino de temas intrincados, como reações químicas ou demonstrações de leis da física. Já existem no mercado, por exemplo, diversos softwares que apresentam os conteúdos didáticos do currículo proposto pelo Ministério da Educação. Pode-se desenvolver material para todas as disciplinas com interatividade, usando capacetes e luvas que transmitem o movimento dos alunos. Isso sem falar nas carteiras com teclado, mouse e telas sensíveis ao toque. Tudo para atrair a garotada.



"Quando você percebe que essas crianças entram em uma sala de aula no mesmo formato do século XIX, há cansaço, desentendimento, falta de vontade de aprender", afirma Jorge Vidal, diretor da Interdidática, feira que aconteceu recentemente em São Paulo e trouxe os lançamentos de ponta do setor para o mercado brasileiro. O Colégio Castanheiras, na capital paulista, abraçou a tecnologia. A partir do segundo ano do ensino fundamental todas as salas têm lousa digital e a tradicional e dois computadores ligados à internet - um para o professor e outro para os alunos. Do oitavo ano em diante, os estudantes também usam notebooks. "As salas têm sempre as duas lousas, porque somos da geração da transição, com giz e mouse, que não brigam", diz a diretora pedagógica Débora Vaz. Aliadas às lousas digitais, carteiras especiais permitem integrar totalmente as aulas com a apresentação do professor. Fechadas, elas parecem comuns, com tampa de madeira e apoio para canetas e lápis. Sob a tampa, monitor, mouse e teclado.

Toda a tecnologia disponível, no entanto, não assegura por si só uma revolução educacional. É preciso aprimorar didática e conteúdos. O desafio agora é garantir o bom uso da tecnologia. "O risco é repetir o velho com a ferramenta nova", diz Nilbo Nogueira, doutor em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Novas mídias, recursos e possibilidades garantem mais chances de aprendizado para toda a sala, afirma o professor. "Há alunos mais visuais, outros que aprendem ouvindo. Mas, na aula tradicional, você atinge menos gente."
Outra boa notícia é que a disponibilidade da tecnologia não está apenas nas escolas de elite. A Sapienti, empresa que desenvolve lousas e salas multimídia, tem nas escolas públicas seu principal cliente. "Na rede pública, 30% dos alunos não tinham computador em casa, mas 60% deles acessavam de um cybercafé", diz Gonçalo Clapes Margall, diretor da Sapienti. Diante da revolução digital, a rendição parece inevitável.
Jocsan Pires Silva




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Prática Padagógica


Ler em todas as disciplinas

A leitura é um mundo. Talvez seja ela o mundo. Dar à criança a chave que abre as portas desse universo é permitir que ela seja informada, autônoma e, principalmente, dona dos rumos de sua própria vida. Afinal, não é à toa que se fala tanto em uso social da leitura e da escrita. E para despertar nos pequenos o gosto pela literatura é fundamental que os professores sejam eles mesmos grandes entusiastas dos livros. É o que defende Regina Zilberman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A pesquisadora será uma das palestrantes do Seminário Prazer em Ler de Promoção da Leitura - Nos Caminhos da Literatura, que se realizará a partir de amanhã em São Paulo. O evento é uma iniciativa do Instituto C&A e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Leia a seguir uma entrevista exclusiva com Regina sobre a leitura na escola. E não deixe de acompanhar, aqui no site, nos dias 22, 23 e 24 de agosto, a cobertura on-line do evento.
O que já pode ser considerado como premissas para o docente no trabalho com a leitura?

Regina Zilberman: Parece óbvio o que vou dizer, mas a premissa é a de que o professor seja um leitor. Não apenas um indivíduo letrado, mas alguém que, com certa freqüência, lê produtos como jornais, revistas, bulas de remédio, histórias em quadrinho, romances ou poesias. O professor precisa se reconhecer como leitor e gostar de se entender nessa condição. Depois, seria interessante que ele transmitisse aos alunos esse gosto, verificando o que eles apreciam. Esse momento é meio difícil, pois, via de regra, crianças e jovens tendem a rejeitar a leitura porque ela é confundida com o livro escolar e a obrigação de aprender. Se o professor quebrar esse gelo, acredito que conseguirá andar em frente. A terceira etapa depende de a escola, por meio da biblioteca, da ação do professor e do interesse dos alunos, disponibilizar livros para todos. Mas as publicações não podem ser produzidas pelos alunos. Caso contrário, impede-se o reconhecimento do livro como um produto industrial, com características específicas e dentro do qual existe a matéria para leitura. O aluno precisa reconhecer que essa matéria é oriunda de um terceiro, o autor, com o qual o leitor dialoga.



Não existe fórmula para o trabalho com leitura em sala de aula, mas há uma série de pré-condições, como as que já citei e que considero mínimas. Precisamos, porém, reconhecer como fundamental também a valorização do trabalho do professor e o oferecimento de condições favoráveis de ensino, como segurança nas escolas públicas, livros na biblioteca, salas de aula equipadas, etc.. Essas são igualmente premissas, que não dependem do professor, mas de políticas públicas que tenham a Educação como foco principal.
O que já se sabe quando o assunto é leitura na escola?

Regina Zilberman: Há uma gama variada de pesquisas sobre o assunto, que começam com as questões de aquisição da escrita, estendem-se à psicolingüística e à sociolingüística e chegam à teoria da literatura, que desenvolveu uma ampla área de investigação relacionada aos processos de leitura e de formação do leitor. A escola, nesse caso, pode ser entendida tanto como o local onde se dá a aprendizagem da leitura e a preparação para o consumo de obras impressas, quanto como o espaço do desencantamento e da perda da magia trazida da infância, já que impede o contato direto com o mundo da oralidade, onde se fazia a transmissão original de histórias (contos de fadas, poemas, cantigas de ninar, etc.). A leitura na escola constitui um amplo campo de investigação porque, nas atuais condições de aprendizagem e ensino, é o lugar onde o indivíduo pode amadurecer intelectualmente ou retrair-se, evitando (ou minimizando) seus intercâmbios com o universo da cultura.
O que ainda precisa ser mais bem investigado nessa área?

Regina Zilberman: Acho que, no âmbito dos estudos literários, há ainda margem para estudar o impacto da leitura literária na formação do leitor, especialmente entre os jovens que freqüentam o Ensino Médio, território ainda não suficientemente mapeado nas pesquisas vigentes.

 
O que leva o professor a buscar um evento como este Seminário, que tratará de leitura?

Regina Zilberman: Eventos sobre leitura são bastante procurados por professores, pois eles se sentem bastante inseguros em relação à sua prática docente. Um congresso como o de leitura que se realiza na Universidade Estadual de Campinas, a cada dois anos, reúne cerca de cinco mil pessoas. Isso sinaliza igualmente o desejo de aprender por parte daqueles que ensinam. Além disso, há o interesse em socializar experiências bem sucedidas, razão porque é preciso estabelecer, em tais eventos, o momento de ouvir e o momento de falar. Nesses eventos se propicia o diálogo com o público e, sobretudo, a discussão sobre as alternativas que os professores encontram no trabalho com seus alunos.
No evento, o tema de sua apresentação será o Ensino Médio e a formação do leitor. Que tipo de leitores temos nesse nível de ensino?

Regina Zilberman: Os estudantes de classe média urbana chegam muito jovens ao nível médio. Mas lá também chegam alunos que têm apenas a noite para freqüentar a escola, já que trabalham durante o dia. Assim, há situações bastante distintas. No primeiro caso, não há grande diferença entre o aluno do oitavo ano do Ensino Fundamental e o do primeiro ano do Ensino Médio. Mesmo assim, há um amadurecimento nesse período que obriga o professor a lidar com uma situação híbrida, tendo de escolher livros que representem essa passagem (publicações recentes e que abordem temas associados a problemas do mundo contemporâneo). O professor provavelmente elegerá obras de maior estofo (ou as constantes de listas de vestibular) quando o aluno estiver no segundo ano do Ensino Médio. No segundo caso, a condição é outra: o aluno trabalhador é maduro, está preocupado com o serviço diário e não tem muitas oportunidades para ler e estudar. O espaço de leitura é o tempo da sala de aula e, nesse intervalo, o professor terá de ensaiar suas estratégias de ensino.

Qual a especificidade da leitura de textos informativos?
Regina Zilberman: Quem lê bem um conto ou um poema, lê bem uma notícia de jornal ou um manual de história ou de química. Se isso quer dizer que compete ao professor de língua e de literatura preparar bem o aluno para a leitura de qualquer tipo de texto, significa também que a aprendizagem da leitura envolve todo o corpo docente, e que um bom professor de História ou de Química ensinará os estudantes a ler adequadamente o material escrito onde está o conteúdo de sua matéria

domingo, 12 de setembro de 2010

Acervo Digital da Revista veja


Um ótimo material para pesquisas é o Acervo Digital da Revista Veja. Estão disponíveis na íntegra as edições desde o primeiro número. A iniciativa comemora os 40 anos da revista.



http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

sábado, 4 de setembro de 2010

I WORKSHOP DAS TECNOLOGIAS E MÍDIAS EDUCACIONAIS DO NTE BRAGANÇA

Tecendo a Manhã


“Um galo sozinho não tece uma manhã.

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.”

João Cabral de Melo Neto

É com grande prazer e intensa satisfação que este NTE, com o intuito de promover experiências práticas para os professores da rede pública, lança o I WORKSHOP DAS TECNOLOGIAS E MÍDIAS EDUCACIONAIS DO NTE BRAGANÇA cujo tema é: Otimizando os espaços pedagógicos com o uso das tecnologias e mídias educacionais

O I WORKSHOP DAS TECNOLOGIAS E MÍDIAS EDUCACIONAIS DO NTE BRAGANÇA será realizado no período de 13/09 a 17/09/2010.

Veja abaixo o Cronograma das Oficinas que serão ofertadas neste evento.

CRONOGRAMA DO WORKSHOP

DIA: 13/09 MANHÂ: 8h

Þ CERIMÔNIA DE ABERTURA DO WORKSHOP NO WT EVENTOS

Þ Entrega do material

TARDE: 14h às 18h

Þ Oficina de Hagáquê na EEEFM Yolanda Chaves

Þ Oficina de Áudio Vídeo na EEEFM Bolívar Bordallo

Þ Oficina de Braile na EEEFM Mário Queiroz

Þ Oficina de Fotografia na EEEFM Padre Luiz

Þ Oficina de Libras na EEEFM Rio Caeté

Þ Oficina de formatação e configuração de Sistema Operacional no NTE

DIA: 14/09 MANHÃ: 8h às 12h e TARDE: 14h às 18h

Þ Oficina Portal do Professor na EEEFM Bolívar Bordallo

DIA: 15/09 MANHÃ: 8h às 12h

Þ Oficina de formatação e configuração de Sistema Operacional na EEEFM Bolívar Bordallo

DIAS: 14 e 15/09 MANHÃ: 8h às 12h e TARDE: 14h às 18h

Þ Oficina de Rádio Escola no prédio da Rádio Educadora de Bragança

DIAS: 14 e 15/09 MANHÃ: 8h às 12h e TARDE: 14h às 18h

Oficina de Blogs Educacionais nas escolas:

Þ EEEFM Yolanda Chaves

Þ EEEFM Mário Queiroz

Þ EEEFM Padre Luiz

Þ EEEFM Luis Paulino Mártires

Þ EEEFM Rio Caeté

Þ EMEF Maria José dos Santos Martins (Maricotinha)

Þ Universidade Aberta do Brasil – UAB (Maricotinha)

Þ EEEF André Alves (Nova Olinda – Augusto Corrêa)

Þ EEEFM César Pinheiro

DIA: 16/09 MANHÃ: 8h às 12h

Þ Oficina de Libras na EMEF Maria José Santos Martins

Þ Oficina de Braile na EEEFM Bolívar Bordallo

DIA: 16/09 MANHÃ: 8h às 12h e TARDE: 14h às 18h

Þ Oficina de Google Doc’s na EEEFM Yolanda Chaves

Þ Oficina de Hardware no NTE

Þ Oficina de Rádio Escola – na Rádio Educadora de Comunicação

Para efetuar a pré-inscrição, os professores, coordenadores e gestores interessados deverão preencher o formulário online abaixo, com os seguintes dados: nome completo, email e no campo(em branco) informar o nome da escola e área de conhecimento em que atuam e o nome da Oficina que pretendem participar.

OBS.:

• A lista dos professores selecionados para participar das Oficinas será divulgada neste blog, na sexta-feira, dia 10/09/2010.

• Cada professor poderá fazer a sua pré-inscrição para 1(uma) oficina.

• Os professores selecionados para a Oficina de Fotografia deverão trazer sua própria câmera digital.

• Para a Oficina de Rádio Escola poderão participar preferencialmente, professores que atuem nas escolas que possuem o Projeto Rádio Escola

Inscrições no blog do NTE- Bragança: http://ntebragantino.wordpress.com/

sábado, 10 de julho de 2010

Workshop sociológico

Comunicado



Comunicamos a comunidade acadêmica desta Instituição que no dia 17 de Julho de 2010 as turmas de Pedagogia 016 e 019 estarão realizando um workshop Sociológico com o tema: As principais concepções Sociológicas.

O Workshop acontecerá no período da manhã e tarde, com apresentação de trabalhos de campo elaborados pelos alunos de ambas as turmas.

Local: Auditório da Faculdade Pan- Americana

Você é nosso convidado!
O Workshop foi um sucesso  os alunos das duas turmas de Pedagogia deram um show nas apresentações dos trabalhos , confira as fotos!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Finalização da Disciplina!!

O encerramento da disciplina foi um sucesso, finalizamos com aprensentação e seminários e depois muito bolo e refri e claro fotos para registrar.Eu e o professor Adson só tinhamos a comemorar o avanço que as turmas deram em nossas disciplinas.
Agora é continuar que tem muito chão pela frente.

Turmas de Pedagogia 016 e 019

No dia 20/05/2010 iniciei a disciplina Psicologia da Educação nas turmas de Pedagogia da Faculdade Pan-Americana.
Foi muito bom trabalhar com essas turmas, pois a interação foi o ponto chave para o sucesso da disciplina.
Parabéns a todos vocês!!
Valeu! Profº Jocsan Pires

quinta-feira, 24 de junho de 2010

INTELIGÊNCIAS MULTIPLAS

 Origem da teoria


A teoria das inteligências múltiplas foi desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Howard Gardner. Depois de muitos anos de pesquisas com a inteligência humana, o psicólogo concluiu que o cérebro do homem possui oito tipos de inteligência. Porém, a maioria das pessoas possui uma ou duas inteligências desenvolvidas. Isto explica porque um indivíduo é muito bom com cálculos matemáticos, porém não tem muita habilidade com expressão artística. De acordo com Gardner, são raríssimos os casos em que uma pessoa possui diversas inteligências desenvolvidas. Podemos citar Leonardo da Vinci como um destes casos raros de genialidade. Ele foi um excelente pintor, botânico, matemático, anatomista e inventor. Por outro lado, o psicólogo afirma que são raros também os casos em que uma pessoa não possui nenhuma inteligência.

Gardner ainda afirma que estas inteligências apresentam-se de duas formas. Algumas pessoas já nascem com determinadas inteligências, ou seja, a genética contribui. Porém, as experiências vividas também contribuem para o desenvolvimento de determinadas inteligências.



Os estímulos e o ambiente social são importantes no desenvolvimento de determinadas inteligências. Se uma pessoa, por exemplo, nasce com uma inteligência musical, porém as condições ambientais (escola, família, região onde mora) não oferecem estímulos para o desenvolvimento das capacidades musicais, dificilmente este indivíduo será um músico.

As inteligências são:

• Lógica – voltada para conclusões baseadas em dados numéricos e na razão. As pessoas com esta inteligência possuem facilidade em explicar as coisas utilizando-se de fórmulas e números. Costumam fazer contas de cabeça rapidamente.

• Lingüística – capacidade elevada de utilizar a língua para comunicação e expressão. Os indivíduos com esta inteligência desenvolvida são ótimos oradores e comunicadores, além de possuírem grande capacidade de aprendizado de idiomas.

• Corporal – grande capacidade de utilizar o corpo para se expressar ou em atividades artísticas e esportivas. Um campeão de ginástica olímpica ou um dançarino famoso, com certeza, possuem esta inteligência bem desenvolvida.

• Naturalista – voltada para a análise e compreensão dos fenômenos da natureza (físicos, climáticos, astronômicos, químicos).

• Intrapessoal – pessoas com esta inteligência possuem a capacidade de se autoconhecerem, tomando atitudes capazes de melhorar a vida com base nestes conhecimentos.

• Interpessoal – facilidade em estabelecer relacionamentos com outras pessoas. Indivíduos com esta inteligência conseguem facilmente identificar a personalidade das outras pessoas. Costumam ser ótimos líderes e atuam com facilidade em trabalhos em equipe.

• Espacial – habilidade na interpretação e reconhecimento de fenômenos que envolvem movimentos e posicionamento de objetos. Um jogador de futebol habilidoso possui esta inteligência, pois consegue facilmente observar, analisar e atuar com relação ao movimento da bola.

• Musical – inteligência voltada para a interpretação e produção de sons com a utilização de instrumentos musicais.

Este texto será trabalhado com as tumas de pedagogia da FPA ( Faculdade Pan-americana)

terça-feira, 16 de março de 2010

TV na Escola e os desafios de Hoje

TV na Escola e os desafios de Hoje

Estamos deslumbrados com o computador e a Internet que chegam a nossas escolas e vamos deixando de lado a televisão e o vídeo, como se já estivessem ultrapassados, não fossem mais tão importantes ou como se já dominássemos suas linguagens e sua utilização na educação.


A televisão, o vídeo, ou seja, os meios de comunicação audiovisuais desempenham, indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos continuamente informações, interpretadas; mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.

Porém a TV e o vídeo, só valem levá-los para a sala de aula se eles realmente estiverem a favor dos conteúdos e consequêntemente a favor da aprendizagem, isso inclui, por exemplo, não utilizá-los para simplesmente cumprir horários ou por falta de um planejamento de determinada disciplina.

Nesse sentido se faz relevante o uso dos conteúdos vinculados pela TV, o que o professor precisa é ter bastante cuidado na hora de utilizá-los, um filme, por exemplo, deve ser planejado discutido pensado e organizado para que não ultrapasse o nível de aprendizagem da turma, ou seja, deve haver antes de tudo objetivos claros e que aprendizagem será atingida com tal filme.

Assim de acordo com Manuel Moran a televisão, o vídeo, a Internet e demais tecnologias nos ajudam a realizar o que já fazemos ou que desejamos. Se somos pessoas abertas, nos ajudam a comunicar-nos de forma mais carinhosa e confiante; se somos fechadas, contribuem para aumentar as formas de controle. Se temos propostas inovadoras, facilitam a mudança.



Fonte: http://www.tvebrasil.com.br/


Jocsan Pires

Projeto Pedagógico

Um tipo de texto e uma dose de criatividade


O presente trabalho visa desenvolver atividades de leitura e escrita com alunos da 2ª Série do Ensino Fundamental, no decorrer do 3º bimestre do ano letivo de 2009, as atividades realizadas dar-se-á a partir do projeto “Quem sou? E o que aprendi na escola?”, possibilitando o levantamento de uma diagnose acerca do desenvolvimento da turma. O quadro educacional da turma a que se teve acesso configurou-se em uma realidade bastante peculiar ao que se discute no cenário educacional brasileiro, ou seja, com crianças apresentando varias disparidades de aquisição de conhecimento lecto-escrito (crianças que conseguem produzir frases sozinhas; outras que fazem com ajuda; e outras que não conseguem nem ao menos reconhecer as silabas, seja no contexto de uma frase, ou com palavras isoladas), que, portanto, não se limitam necessariamente a diversidade de aprendizagens que possuímos como seres qualitativamente diferentes, mas, sobretudo, lança luz à outra problemática que se faz no manuseio das informações sistematizadas junto a esses sujeitos crianças, ou seja, como é trabalhado, transformado e (re) inovado o conhecimento.

Dentre os fatores apontados para essa problemática, encontram-se questões como: adaptação do aluno ao ambiente; dificuldade docente em lidar com esse publico; carência de acompanhamento familiar das tarefas escolares; o condicionamento das crianças em estudar por disciplinas, dificultando a elas o reconhecimento da integração do conhecimento em sua realidade; dificuldade de leitura e interpretação.

Quanto ao meu posicionamento docente, este ficou condicionado aos anseios das crianças e, negativamente, ao habito já criado nestas de trabalhar isoladamente o conhecimento. Na tentativa de desmitificar essa forma de perceber a construção dos saberes surge a idéia em empreender ações estratégicas voltadas á melhoria daquilo que se faz necessário no cotidiano do cidadão contemporâneo, que é a qualidade do ensino ofertado a esses alunos como forma de garantir o bom desempenho dos mesmos nas series posteriores, levando em consideração o que já se produziu, está sendo produzido e que se pode produzir a partir do mundo da leitura.

O presente projeto visa abranger 23 crianças de 7 e 8 anos de idade que fazem parte do Ensino Fundamental da E. M. E. F. Maria José dos Santos Martins. A proposta está em caminhar numa estrada de conhecimentos em que a comunidade escolar seja peça fundamental neste caminho de descobertas com o auxilio de uma ferramenta importante que é o computador e seus programas. Para isso, contamos com o auxilio das duas professoras do laboratório de informática, onde a proposta será trabalhada de forma diversificada com a utilização de busca em sites, pesquisas em blogs, jogos online, além da ação do docente em atuação da série enunciada, a qual necessita ter esse espaço educativo – o laboratório de informática – para desenvolver melhor suas atividades educacionais na modalidade de educação fundamental, 2ª série/8.



OBJETIVOS

GERAL : Focalizar práticas de leitura e escritas necessárias para a formação do educando leitor escritor, de acordo com a temática proposta para o 3º bimestre, contribuindo assim com a ampliação/exploração/compreensão em relação ao letramento e a sua pratica de leitura e escrita na sociedade atual.

ESPECIFICOS:

• Explorara individualmente o texto;

• Propor atividades para as crianças a cerca da utilização de recursos didáticos alternativos e tecnológicos como fonte de descobertas e ampliação de conhecimento;

• Valorizar a leitura como fonte de entretenimento, de informação, viabilizando as habilidades de leitura oral, visual, virtual e silenciosa.



METODOLOGIA

Para execução dessa ação serão previstos recursos materiais destinados a oferecer as crianças oportunidades variadas de estudar, contribuindo para o desenvolvimento integral das crianças, destacando o mental e o social.

Construir conhecimentos através de matérias lúdicos e alternativos da sala de aula e laboratório de informática o que facilitará o desenvolvimento de habilidades a cerca do mundo das letras, destacando as quantidades e a oralidade.

O projeto iniciará em sala de aula e se estendera ao laboratório de informática, onde utilizaremos o Microsoft Word para digitar a produção de sala de aula, como também o acesso a internet, para leitura de texto hipertextos e imagens, que possam gerar novas produções.



AVALIAÇÃO

Será realizada de acordo com superação de cada etapa objetiva especificamente, ressaltando todas as peculiaridades já trazidas pelas crianças e pequenos trabalhos em sala.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

REVISTA NOVA ESCOLA, O que e como Ensinar, Ed. Abril- Junho/Julho de 2008 nº 213.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As mídias na educação





Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância



jmmoran@usp.br



Texto do meu livro Desafios na Comunicação Pessoal. 3ª Ed. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 162-166.





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“A simples introdução dos meios e das tecnologias na escola pode ser a forma mais enganosa de ocultar seus problemas de fundo sob a égide da modernização tecnológica. O desafio é como inserir na escola um ecossistema comunicativo que contemple ao mesmo tempo: experiências culturais heterogêneas, o entorno das novas tecnologias da informação e da comunicação, além de configurar o espaço educacional como um lugar onde o processo de aprendizagem conserve seu encanto”.



Jesús Martín Barbero [1]





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As mídias educam



Estamos deslumbrados com o computador e a Internet na escola e vamos deixando de lado a televisão e o vídeo, como se já estivessem ultrapassados, não fossem mais tão importantes ou como se já dominássemos suas linguagens e sua utilização na educação.



A televisão, o cinema e o vídeo, CD ou DVD - os meios de comunicação audiovisuais - desempenham, indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos continuamente informações, interpretadas; mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.



A informação e a forma de ver o mundo predominantes no Brasil provêm fundamentalmente da televisão. Ela alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens – e grande parte dos adultos - levam a para sala de aula. Como a TV o faz de forma mais despretensiosa e sedutora, é muito mais difícil para o educador contrapor uma visão mais crítica, um universo mais mais abstrato, complexo e na contra-mão da maioria como a escola se propõe a fazer.



A TV fala da vida, do presente, dos problemas afetivos - a fala da escola é muito distante e intelectualizada - e fala de forma impactante e sedutora - a escola, em geral, é mais cansativa, concorda?. O que tentamos contrapor na sala de aula, de forma desorganizada e monótona, aos modelos consumistas vigentes, a televisão, o cinema, as revistas de variedades e muitas páginas da Internet o desfazem nas horas seguintes. Nós mesmos como educadores e telespectadores sentimos na pele a esquizofrenia das visões contraditórias de mundo e das narrativas (formas de contar) tão diferentes dos meios de comunicação e da escola.



Percebeu que na procura desesperada pela audiência imediata e fiel, os meios de comunicação desenvolvem estratégias e fórmulas de sedução mais e mais aperfeiçoadas: o ritmo alucinante das transmissões ao vivo, a linguagem concreta, plástica, visível?. Mexem com o emocional, com as nossas fantasias, desejos, instintos. Passam com incrível facilidade do real para o imaginário, aproximando-os em fórmulas integradoras, como nas telenovelas.



Em síntese, os Meios são interlocutores constantes e reconhecidos, porque competentes, da maioria da população, especialmente da infantil. Esse reconhecimento significa que os processos educacionais convencionais e formais como a escola não podem voltar as costas para os meios, para esta iconosfera tão atraente e, em conseqüência, tão eficiente. A maior parte do referencial do mundo de crianças e jovens provém da televisão. Ela fala da vida, do presente, dos problemas afetivos - a escola é muito distante e abstrata - e fala de forma viva e sedutora - a escola, em geral, é mais cansativa.



As crianças e jovens se acostumaram a se expressar de forma polivalente, utilizando a dramatização, o jogo, a paráfrase, o concreto, a imagem em movimento. A imagem mexe com o imediato, com o palpável. A escola desvaloriza a imagem e essas linguagens como negativas para o conhecimento. Ignora a televisão, o vídeo; exige somente o desenvolvimento da escrita e do raciocínio lógico. É fundamental que a criança aprenda a equilibrar o concreto e o abstrato, a passar da espacialidade e contigüidade visual para o raciocínio seqüencial da lógica falada e escrita. Não se trata de opor os meios de comunicação às técnicas convencionais de educação, mas de integrá-los, de aproximá-los para que a educação seja um processo completo, rico, estimulante. A escola precisa observar o que está acontecendo nos meios de comunicação e mostrá-lo na sala de aula, discutindo-o com os alunos, ajudando-os a que percebam os aspectos positivos e negativos das abordagens sobre cada assunto.



Precisamos, em conseqüência, estabelecer pontes efetivas entre educadores e meios de comunicação. Educar os educadores para que, junto com os seus alunos, compreendam melhor o fascinante processo de troca, de informação-ocultamento-sedução, os códigos polivalentes e suas mensagens. Educar para compreender melhor seu significado dentro da nossa sociedade, para ajudar na sua democratização, onde cada pessoa possa exercer integralmente a sua cidadania.



Em que níveis pode ser pensada a relação Comunicação, Meios de Comunicação e Escola? Entendemos que esta pode ser pensada em três níveis:



1. organizacional



2. de conteúdo



3. comunicacional



- no nível organizacional: uma escola mais participativa, menos centralizadora, menos autoritária, mais adaptada a cada indivíduo. Para isso, é importante comparar o nível do discurso - do que se diz ou se escreve - com a práxis - com as efetivas expressões de participação.



- no nível de conteúdo: uma escola que fale mais da vida, dos problemas que afligem os jovens. Tem que preparar para o futuro, estando sintonizada com o presente. É importante buscar nos meios de comunicação abordagens do quotidiano e incorporá-las criteriosamente nas aulas.



- no nível comunicacional: conhecer e incorporar todas as linguagens e técnicas utilizadas pelo homem contemporâneo. Valorizar as linguagens audiovisuais, junto com as convencionais.



Tem-se enfatizado a questão do conhecimento como essencial para uma boa educação. É básico ajudar o educando a desenvolver sua(s) inteligência(s), a conhecer melhor o mundo que o rodeia. Por outro lado, fala-se da educação como desenvolvimento de habilidades: "Aprender a aprender", saber comparar, sintetizar, descrever, se expressar.



Desenvolver a inteligência, as habilidades e principalmente, as atitudes. Ajudar o educando a adotar atitudes positivas, para si mesmo e para os outros. Aqui reside o ponto crucial da educação: ajudar o educando a encontrar um eixo fundamental para a sua vida, a partir do qual possa interpretar o mundo (fenômenos de conhecimento), desenvolva habilidades específicas e tenha atitudes coerentes para a sua realização pessoal e social. [[Ver o capítulo A comunicação na educação do livro Mudanças na comunicação pessoal de José Manuel Moran, São Paulo, Paulinas, 2000, páginas, 155-166]].



A transmissão de informação é a tarefa mais fácil e onde as tecnologias podem ajudar o professor a facilitar o seu trabalho. Um simples CD-ROM contém toda a Enciclopédia Britânica, que também pode ser acessada on line pela Internet. O aluno nem precisa ir a escola para buscar as informações. Mas para interpretá-las, relacioná-las, hierarquizá-las, contextualizá-las, só as tecnologias não serão suficientes. O professor o ajudará a questionar, a procurar novos ângulos, a relativizar dados, a tirar conclusões.



Que outras contribuições as tecnologias podem dar ao professor? As tecnologias também ajudam a desenvolver habilidades, espaço-temporais, sinestésicas, criadoras. Mas o professor é fundamental para adequar cada habilidade a um determinado momento histórico e a cada situação de aprendizagem.



As tecnologias são pontes que abrem a sala de aula para o mundo, que representam, medeiam o nosso conhecimento do mundo. São diferentes formas de representação da realidade, de forma mais abstrata ou concreta, mais estática ou dinâmica, mais linear ou paralela, mas todas elas, combinadas, integradas, possibilitam uma melhor apreensão da realidade e o desenvolvimento de todas as potencialidades do educando, dos diferentes tipos de inteligência, habilidades e atitudes.



As tecnologias permitem mostrar várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto, representando-o sob ângulos e meios diferentes: pelos movimentos, cenários, sons, integrando o racional e o afetivo, o dedutivo e o indutivo, o espaço e o tempo, o concreto e o abstrato.



A educação é um processo de construção da consciência crítica. Como então se dá esse processo? Essa construção começa com a problematização dos dados que nos chegam direta e indiretamente - através dos meios, por exemplo - recontextualizando-os numa perspectiva de conjunto, totalizante, coerente, um novo texto, uma nova síntese criadora. Essa síntese integra os dados tanto conceituais quanto sensíveis, tanto da realidade quanto da ficção, do presente e do passado, do político, econômico e cultural. Falamos assim, de uma educação para a comunicação. Uma educação que procura ajudar as pessoas individualmente e em grupo a realizar sínteses mais englobantes e coerentes, tomando como partida as expressões de troca que se dão na sociedade e na relação com cada pessoa; ajudar a entender uma parte dessa totalidade a partir da comunicação enquanto organização de trocas tanto ao nível interpessoal como coletivo.



A educação para a comunicação precisa da articulação de vários espaços educativos, mais ou menos formais: educação ao nível familiar, trabalhando a relação pais-filhos-comunicação, seja de forma esporádica ou em momentos privilegiados, em cursos específicos também. A relação comunicação-escola, uma relação difícil e problemática, mas absolutamente necessária para o enriquecimento de ambas, numa nova perspectiva pedagógica, mais rica e dinâmica. Comunicação na comunidade, analisando os meios de comunicação a partir da situação de uma determinada comunidade e interpretando concomitantemente os processos de comunicação dentro da comunidade. Educação para a comunicação é a busca de novos conteúdos, de novas relações, de novas formas de expressar esses conteúdos e essas relações.



A escola precisa exercitar as novas linguagens que sensibilizam e motivam os alunos, e também combinar pesquisas escritas com trabalhos de dramatização, de entrevista gravada, propondo formatos atuais como um programa de rádio uma reportagem para um jornal, um vídeo, onde for possível. A motivação dos alunos aumenta significativamente quando realizam pesquisas, onde se possam expressar em formato e códigos mais próximos da sua sensibilidade. Mesmo uma pesquisa escrita, se o aluno puder utilizar o computador, adquire uma nova dimensão e, fundamentalmente, não muda a proposta inicial.







Integrar as mídias na escola



Antes da criança chegar à escola, já passou por processos de educação importantes: pelo familiar e pela mídia eletrônica. No ambiente familiar, mais ou menos rico cultural e emocionalmente, a criança vai desenvolvendo as suas conexões cerebrais, os seus roteiros mentais, emocionais e suas linguagens. Os pais, principalmente a mãe, facilitam ou complicam, com suas atitudes e formas de comunicação mais ou menos maduras, o processo de aprender a aprender dos seus filhos.



A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesmo - a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa - ninguém obriga - é feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa - aprendemos vendo as estórias dos outros e as estórias que os outros nos contam.



Mesmo durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma - mais fácil, agradável, compacta - sem precisar fazer esforço. Ela fala do cotidiano, dos sentimentos, das novidades. A mídia continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto estamos entretidos.



A educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos. O poder público pode propiciar o acesso de todos os alunos às tecnologias de comunicação como uma forma paliativa, mas necessária de oferecer melhores oportunidades aos pobres, e também para contrabalançar o poder dos grupos empresariais e neutralizar tentativas ou projetos autoritários.



Se a educação fundamental é feita pelos pais e pela mídia, urgem ações de apoio aos pais para que incentivem a aprendizagem dos filhos desde o começo das vidas deles, através do estímulo, das interações, do afeto. Quando a criança chega à escola, os processos fundamentais de aprendizagem já estão desenvolvidos de forma significativa. Urge também a educação para as mídias, para compreendê-las, criticá-las e utilizá-las da forma mais abrangente possível.



A educação para os meios começa com a sua incorporação na fase de alfabetização. Alfabetizar-se não consiste só em conscientizar os códigos da língua falada e escrita, mas dos códigos de todas as linguagens do homem atual e da sua interação. A criança, ao chegar à escola, já sabe ler histórias complexas, como uma telenovela, com mais de trinta personagens e cenários diferentes. Essas habilidades são praticamente ignoradas pela escola, que, no máximo, utiliza a imagem e a música como suporte para facilitar a compreensão da linguagem falada e escrita, mas não pelo seu intrínseco valor. As crianças precisam desenvolver mais conscientemente o conhecimento e prática da imagem fixa, em movimento, da imagem sonora ... e fazer isso parte do aprendizado central e não marginal. Aprender a ver mais abertamente, o que já estão acostumadas a ver, mas que não costumam perceber com mais profundidade (como os programas de televisão).



Antes de pensar em produzir programas específicos para as crianças, convém retomar, estabelecer pontos com os produtos culturais que lhes são familiares. Fazer re-leituras dos programas infantis, re-criação desses mesmos programas, elaboração de novos conteúdos a partir dos produtos conhecidos. Partir do que o rádio, jornal, revistas e televisão mostram para construir novos conhecimentos e desenvolver habilidades. Não perder a dimensão lúdica da televisão, dos computadores. A escola parece um desmancha-prazeres. Tudo o que as crianças adoram a escola detesta, questiona ou modifica. Primeiro deve-se valorizar o que é valorizado pelas crianças, depois procurar entendê-lo (os professores e os pais) do ponto de vista delas, crianças, para só mais tarde, propor interações novas com os produtos conhecidos. Depois podem-se exibir programas adaptados à sua sensibilidade e idade, programas que sigam o mesmo ritmo da televisão, mas que introduzam alguns conceitos específicos que, aos poucos, irão sendo incorporados.















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[1] Jesús MARTÍN BARBERO. Heredando el Futuro.Pensar la Educación desde la Comunicación, in Nómadas, Boggotá, septiembre de 1996, n. 5, p. 10-22.



Integração tecnológica, linguagem e representação

Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida(1)

Maria Elizabette Brisola Brito Prado(2)



O uso de tecnologias como apoio ao ensino e à aprendizagem vem evoluindo vertiginosamente nos últimos anos, podendo trazer efetivas contribuições à educação, presencial ou a distância. Entretanto, para evitar ou superar o uso ingênuo dessas tecnologias, é fundamental conhecer as novas formas de aprender e de ensinar, bem como de produzir, comunicar e representar conhecimento, possibilitadas por esses recursos, que favoreçam a democracia e a integração social.



O uso das mídias digitais, especialmente da hipermídia, incorpora distintos recursos tecnológicos à tecnologia digital, proporciona o diálogo entre as diferentes linguagens, transforma as maneiras de expressar o pensamento e de comunicar, interfere na comunicação social e induz mudanças observáveis na produção dos materiais veiculados com suporte em outras tecnologias. Exemplos da interferência da tecnologia digital na comunicação com suporte em outras tecnologias são observados nas imagens da televisão, no design de material impresso, nos programas de rádio etc.



A natureza da incorporação às mídias digitais de linguagens e meios convencionais de comunicação (áudio, vídeo, animação, material impresso...), de uso consolidado antes do advento e da disseminação dos computadores, evidencia a necessidade de um planejamento que considere as características específicas de suas linguagens e potencialidades tecnológicas, propiciando a criação de uma sinergia para a concepção e realização de ações educacionais inovadoras.



Para compreender o cenário de possibilidades que se descortina com a integração de tecnologias no ensino e na aprendizagem, é necessário ter clareza das intenções e objetivos pedagógicos, das possíveis formas de representação do pensamento, das características de narratividade, roteirização e interação entre as tecnologias. Por conseguinte, as mudanças dos ambientes educativos com a presença de artefatos tecnológicos e linguagens próximas do universo de interesses do aluno proporcionam o acesso a uma gama diversa de manifestações de idéias, permitem a expressão do pensamento imagético e criam melhores condições para a aprendizagem e o desenvolvimento do ser humano e da civilização.



A integração entre tecnologias, linguagens e representações tem papel preponderante na formação de pessoas melhor qualificadas para o convívio e a atuação na sociedade, conscientes de seus compromissos para com as transformações de seu contexto, a valorização humana e a expressão da criatividade.



O acesso às informações, que são veiculadas em distintas mídias e em diferentes linguagens, possibilita que estejamos imersos na cultura da aldeia global e do mundo interconectado, o que traz influências em nossos sistemas de representação pessoais e coletivos. Entretanto, os significados que atribuímos às informações que nos chegam de todos os lugares, a qualquer momento, dentro de um fluxo incontrolável, se desenvolvem pela apropriação das informações que nos são significativas, de acordo com nossas crenças, atitudes, valores e concepções, que retratam nosso modo de vida e as formas simbólicas compartilhadas.



Portanto, estamos diante de um sistema híbrido, que mescla o global com o particular, o contexto com o universal, o pessoal com o social, o convencional com o atual e com o virtual. Compreender essa complexidade, refletir sobre a diversidade de fontes de informações, desenvolver a criticidade para reconhecer sua origem e veracidade, e identificar suas potencialidades e contribuições para articular saberes cotidianos, científicos, técnicos, sociais, emocionais, artísticos e estéticos são ações que induzem a reflexão sobre quem somos e para onde queremos ir, para a redescoberta do ser humano.



Esta série pretende dialogar com os professores sobre experiências em sala de aula e em outros espaços escolares que integram tecnologias, linguagens e representações, focando as contribuições de cada tecnologia, experimentando exercitar um olhar integrador entre tecnologias, espaços, tempos e propósitos, envolvendo os alunos, motivo maior dessas novas compreensões e usos. Busca-se, assim, identificar as contribuições das tecnologias de acordo com suas propriedades intrínsecas, redimensionar as práticas e alargar o olhar para englobar diferentes sistemas de conhecimentos e de significados, maneiras diferentes de sentir, pensar, compreender, interpretar e representar o mundo, a vida e a si mesmo.



Há que se reencontrar o sentido mais humanístico, interativo e integrador da educação, que leve a repensar a necessidade de professores e gestores tomarem consciência de que o uso de tecnologias permite redimensionar os espaços de ensinar e aprender, sonhar e amar, vislumbrando a provisoriedade do conhecimento, as novas possibilidades das práticas da escola, a necessidade da formação continuada para atender às características de mudança da sociedade atual e para resgatar o valor do saber e a sensibilidade do ser.



Portanto, a intenção desta série é a de incitar a reflexão e novos estudos sobre: o entrelaçamento de elementos característicos das tecnologias utilizadas em educação, das mais convencionais à mídia digital; as mudanças que ocorrem nesses elementos e nas práticas pedagógicas que apóiam, quando integrados aos processos de produção e expressão; e as contribuições para transformar o ensino e melhorar a aprendizagem do aluno, sujeito na produção, gestão e uso de tecnologias.



Nos programas da série, pretende-se abordar experiências educacionais de uso articulado de tecnologias, ressaltando como se vem trabalhando essa integração em educação, o que o aluno demonstra ter aprendido, a gestão de recursos e espaços, as diferentes formas de linguagem envolvidas, as possibilidades de interação e, finalmente, apontar tendências promissoras com a emergência de novos recursos resultantes da convergência de tecnologias em um mesmo artefato.



Temas que serão debatidos na série Integração de tecnologias, linguagens e representações, que será apresentada no programa Salto para o Futuro/TV Escola, de 2 a 6 de maio de 2005



PGM 1: Integração de tecnologias com as mídias digitais

O primeiro programa da série tem como intenção mostrar como se trabalha a integração de tecnologias em práticas educacionais que articulam diferentes tecnologias, a partir das especificidades das mídias. Procura responder a questões sobre o que existe por trás da integração de tecnologias e mídias em relação às características constitutivas de cada mídia, e, ainda,como são articuladas as distintas mídias de acordo com as intenções da atividade. A integração de mídias ocorre num contexto que privilegia a integração de programas e pessoas, a parceria, o trabalho em grupo entre profissionais de diferentes áreas de conhecimento.



PGM 2: Tecnologias para a gestão democrática

A intenção deste segundo programa é a de mostrar a visão do aluno, a de pessoas da comunidade e a do gestor, quando se trabalha com a integração de tecnologias, com vistas a utilizar os benefícios das tecnologias para a construção da cidadania responsável, propiciando aos alunos a produção de conhecimentos, a gestão e a integração das tecnologias visando à empregabilidade, ao desenvolvimento e ao entretenimento. O foco reside na importância das parcerias entre membros da comunidade escolar, entre escolas, e entre escolas e outras instituições-parcerias. Também será enfocado o papel dos gestores usando as Tecnologias da Informação e da Comunicação – TIC e apoiando/incentivando a produção feita na escola pelos alunos/professores usando as diferentes mídias.



PGM 3: Educação, tecnologias e suas linguagens

Este programa tem como intenção levantar aspectos relacionados ao uso adequado das linguagens das mídias, com ênfase especial à mídia televisiva e radiofônica, bem como as influências que as mídias digitais exercem em suas formas de expressão. Destaca também a importância de compreender o potencial de interação que cada tecnologia proporciona para que o aprendiz possa fazer-se sujeito da produção, além de trabalhar a dimensão afetiva presente em todo ato de aprendizagem.



PGM 4: Tecnologia, comunicação e interação

O quarto programa tem a intenção de tratar da comunicação entre as pessoas, enfocando o fato de que ela ocorre de diversas maneiras, conforme o contexto de produção das mensagens, as experiências pessoais e conhecimentos dos interlocutores e as possibilidades interativas das tecnologias de suporte. Considera-se, hoje, que a comunicação hipermediática se aproxima mais da forma como se desenvolve o pensamento humano com o uso de diversas linguagens sobrepostas, que se interconectam por meio de links acionados num clicar do mouse. Essas novas representações induzem outras formas de leitura, diferentes da linearidade do papel impresso, que se realizam em camadas sobrepostas e lidas em flashs instantâneos. Entretanto, isso não significa que a leitura/escrita linear e seqüencial deixou de existir, mas que há outras formas que se articulam conforme os estilos de leitura/escrita e as características da atividade em realização.



PGM 5: Novas tendências na integração de tecnologias

Considerando-se que uma única tecnologia não dá conta de todas as situações educacionais e diante do constante surgimento de novas tecnologias, como criar uma sinergia que favoreça sua integração, de modo que traga contribuições significativas à prática pedagógica? Este programa acentua que o surgimento de uma nova tecnologia não leva necessariamente ao desuso das tecnologias existentes anteriormente, mas muda as formas como essas são utilizadas e cria novas e diferentes estratégias de uso. A revolução tecnológica dos próximos anos aponta a diversidade de novas possibilidades, tais como a disseminação da Internet móvel e o desenvolvimento da televisão digital. Como ficarão as práticas pedagógicas com esses novos recursos disponíveis nas escolas? Como integrá-los às tecnologias convencionais de modo a atender à diversidade de condições de acesso às tecnologias da realidade brasileira? Como resgatar/preservar a dimensão humana e a ética diante dessa evolução tecnológica que pode ser utilizada tanto para a emancipação como a dominação do homem?



Notas



1 Professora na PUC/SP, Departamento de Ciência da Computação e Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, linha Novas Tecnologias. Doutora em Educação, PUC/SP. Coordenadora do Projeto de formação de gestores educacionais “Gestão escolar e tecnologias”, da PUC/SP em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e Microsoft Brasil. Autora de publicações sobre Tecnologia, educação a distância e formação de educadores. Consultora dessa série.



2 Professora na Faculdade de Educação, no Curso de Tecnologia e Mídias Digitais da PUC/SP e Pesquisadora-colaboradora-voluntária do Núcleo de Informática Aplicada à Educação NIED-UNICAMP. Autora de publicações sobre Tecnologia, educação a distância e formação de educadores.Consultora dessa série.









SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA






As novas tecnologias Digitais: As Crianças e a Educação

As novas tecnologias digitais são responsáveis por uma verdadeira revolução na sociedade brasileira e, por que não dizer, no mundo inteiro. O acesso à tecnologia é cada dia mais fácil, devido a fatores como preço dos equipamentos, facilidade de uso e sua portabilidade (os equipamentos são cada vez menores).

Hoje, é comum que jovens e crianças manipulem aparelhos celulares, ipod, MP4, MP5 e outros correlatos. Tais equipamentos permitem ao usuário fotografar, criar vídeos, gravar conversas, armazenar músicas, dados etc.

De posse dessas tecnologias, crianças e adolescentes - não só eles, mas principalmente eles - estão modificando seu relacionamento com a mídia tradicional. Deixaram de ser meros consumidores ou receptores de imagens e notícias e assumem o perfil de produtores de imagens e de editores de notícias, enfim, são emissores.

Sem dúvida que o cenário descrito acima enseja certo otimismo e aponta caminhos interessantes para o uso consciente e qualitativo das mídias e, em particular, para seu uso no campo da educação.

As escolas podem e devem se apropriar das tecnologias digitais para desenvolverem projetos pedagógicos, filmar e editar seus vídeos, fazer registros fotográficos das atividades, gravar digitalmente os conteúdos mais significativos, etc. Aliás, isto já está acontecendo em muitas escolas.

No Estado do Pará, podemos citar alguns exemplos em que as escolas, alunos e professores estão envolvidos em projetos relacionados às Tecnologias de Informação e Comunicação –TIC, entre os quais destacamos: o I Concurso Estadual de Blogs Educativos, no qual já ocorreram as etapas de Castanhal, Bragança, Santarém, Marabá, e ainda faltam as de Tucuruí e Belém. Após essas etapas regionais, ocorrerá a etapa estadual.

Os blogs das escolas ilustram perfeitamente como deve ser o uso inteligente e criativo das tecnologias digitais. Nos blogs podemos analisar muitos vídeos, fotografias, textos de autoria de alunos e professores; conteúdos relevantes para a formação integral do cidadão. Para conhecer vários desses blogs, basta acessar o blog da CTAE http://ctaeseducpa.wordpress.com/

Outro bom exemplo é o projeto Educarede promovido pela empresa Telefônica. No portal Educarede está em desenvolvimento o projeto Minha Terra: Aprender a Inovar. Nele, as escolas são instigadas a produzirem vídeos, fotografias, textos... sobre sua realidade local e depois postar os conteúdos produzidos na internet no próprio Portal Educarede, nos blogs das escolas e até no YouTube. Em Belém e Ananindeua, temos cerca de 22 escolas participantes da iniciativa do Educarede; essas escolas estão sendo orientadas e acompanhadas pela equipe de professores formadores do Núcleo de Tecnologia Educacional Profº. Washington Luis B. Lopes – NTE Belém. Alguns destes trabalhos já produzidos estão disponíveis no blog do NTE Belém http://ntebelempa.blogspot.com/2009/10/resultados-educarede.html


Outro exemplo é o Projeto Aluno Repórter (http://alunoreporter.com.br/) desenvolvido por professores e alunos de Bragança, coordenado pelo NTE Bragantino (http://ntebragantino.wordpress.com/). Com o projeto os alunos aprendem técnicas da radiodifusão e participam de programas ao vivo na rádio educadora de Bragança.

Ainda temos as oficinas de inclusão digital do Projeto Escola de Portas Abertas, o projeto Aluno Argonauta (http://alunosargonautas.jimdo.com/), Aluno Integrado e os cursos de Formação de Professores dos NTEs etc.

São exemplos de iniciativas com uso das tecnologias, embasadas em propostas pedagógicas sólidas, com objetivos claros a serem atingidos e que promovem o diálogo entre educadores e alunos, ação conjunta de ambas as partes envolvidas em projetos de construção de conhecimentos e experimentação de cidadania.

Entretanto, nenhuma das iniciativas, reveladas até aqui, ocupou o tempo dos grandes noticiários da imprensa local, ao contrário, o olhar da grande mídia prefere sempre expor as mazelas da escola pública. O último grande exemplo foi o episódio protagonizado por três jovens de uma escola pública de Belém. É preciso questionar, por que o uso inteligente e produtivo das tecnologias não é notícia e o uso inadequado ou ingênuo vira um espetáculo midiático?


É preciso que nós educadores, continuemos nos apropriando cada vez mais de conhecimentos para a ampla utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis nos dias atuais, criando possibilidades de uso dessas tecnologias que aguce no aluno o interesse pela pesquisa dentro e fora da escola, desenvolvendo no educando, as capacidades de interpretação, síntese e criticidade, uma vez que, a escola é o espaço apropriado para ensinar como as pessoas devem se portar diante das tecnologias que fazem parte de seu cotidiano. Perguntamos: “será que esses estudantes envolvidos sabem, por exemplo, que a pessoa que tiver armazenado o vídeo em seu celular, pendrive ou computador poderá ser preso em flagrante acusado de pedofilia. Veja o que determina o ECA – Estatuto da Criança e Adolescente:


Segundo o ECA quem produz, dirige, fotografa, filma, contracena com crianças ou adolescentes – menores de 18 anos – em cena de nudez ou sexo explicito está sujeito às sanções referentes à pornografia infantil. E ainda, quem publica e armazena o conteúdo pornográfico também é enquadrado na Lei 11.829. A pessoa pode ser presa em flagrante delito se for pega com o celular ou qualquer meio eletrônico em que a imagem esteja armazenada. A pena varia de um a quatro anos de detenção e multa.

Sustentamos a seguinte opinião: não é por causa do recente episódio ocorrido em uma de nossas escolas que se deve proibir o uso do celular ou de qualquer outra tecnologia na escola. Concordamoos com Sérgio Amadeu, pesquisador brasileiro de comunicação mediada por computador e autor dos livros “Exclusão digital” e “A miséria na era da informação”, quando diz que não faz sentido proibir que estudantes tenham acesso a um meio de comunicação na escola que cada vez mais vai adquirir importância na sociedade. Ao contrário “se agente tem problemas do uso inadequado nas escolas, esse é um bom lugar para ensinar como as pessoas devem se portar com o celular”. Amadeu ressalta ainda que nenhuma tecnologia substitui a ética e nem a reflexão consciente do uso dessa tecnologia.


E assim, finalizamos com um apelo a todos os professores e escolas, que juntos pensemos em projetos de aplicação das TIC que apontem não só para encurtar espaços físicos, bem como integrar as pessoas em seu espaço urbano, e refletirmos no que diz Dr.Rogério da Costa em entrevista ao Educarede, realizada em março de 2009, que o importante não é apenas o tipo de projeto realizado, mas o esforço em estabelecer um novo paradigma para as tecnologias da comunicação: elas podem servir para que as pessoas façam um uso inteligente do espaço onde vivem que possam integrar seus hábitos e atitudes num coletivo inteligente, que pensa a favor do lugar em que vive. Quem sabe, um dia possamos ser alvo da mídia em um processo inverso ao que vemos hoje, em que muitas vezes, muitas de nossas escolas são alvos de uma mídia produzida de forma aligeirada, pouco convidativa à reflexão, que mais contribui para diminuir a auto-estima de alunos e professores e que decididamente não nos serve.


Texto: Jamille Galvão

Maria do Carmo Acácio

Marcelo Carvalho

Tânia Sanches

domingo, 22 de novembro de 2009

Bragança Pérola do Caeté

Este Vídeo é uma relíquia das maravilhas de Bragança assista e sinta a emoção que é morar nesta cidade.